A solução

Qual é o propósito de um presídio?

Manter a pessoa presa onde a Justiça determinou, com segurança e dignidade. Hoje, nenhuma das duas está garantida. A grade comum é serrada com uma lâmina improvisada. Para compensar, as celas ganham pouca área gradeada e ficam sem ventilação cruzada, sem luz natural e sem visibilidade para o policial penal.

A Celafort resolve as duas coisas. É uma grade resistente à serra, com tecnologia patenteada que eleva a dureza do aço nos pontos atacados pela serra. Com a grade resistente, a cela pode ter mais abertura, ventilação cruzada e visibilidade.

O teste. Machado e serra contra a grade Celafort.
5,4x
a dureza do aço comum¹
Desde 2020
nenhuma fuga pela grade da cela-piloto
2 laudos
perícia oficial do Estado e laboratório acreditado pelo Inmetro

¹ Laudo Pericial da Politec/SESDEC-RO (2018). Ensaio Vickers do Instituto SENAI de Tecnologia (MG, 2021), laboratório acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), confirma a elevação da dureza do material de reforço em comparação ao aço SAE 1020 (aço comum, conhecido como aço doce).

Os três pilares

Segurança, dignidade e economia caminham juntas.

01 — Segurança

Contenção que resiste

à serragem manual, um dos métodos mais usados para iniciar fugas e rebeliões.

02 — Dignidade

Celas com luz e ar

Celas com mais luz natural, ventilação e visibilidade, como cobram o Plano Pena Justa e as diretrizes nacionais de arquitetura penal.

03 — Viabilidade

A grade mais cara é a que se serra.

Cada grade serrada gera reforma, recaptura, escolta e reforço de efetivo, e essa conta se repete a cada fuga. Investir na contenção certa atende à economicidade, princípio constitucional (CF, art. 70), e cabe nas fontes de recurso que já existem.

Validação

Testada, periciada e demonstrada.

Documento Órgão e data O que conclui
Laudo Pericial Polícia Técnico-Científica de Rondônia, a pedido do Ministério Público, 2018 A técnica aumenta significativamente a dureza da barra e é altamente recomendável para impedir a serragem. Dureza de referência: 653 HBW contra 121 HBW do aço comum, ou 5,4 vezes.
Certificados de Ensaio Instituto SENAI de Tecnologia Metalmecânica (MG), laboratório acreditado pelo Inmetro, 2021 Ensaio de dureza Vickers confirmou a elevação da dureza.
Cela-piloto

A prova na prática.

Em 2020, uma cela escolhida pela própria administração recebeu, em doação, a grade reforçada na janela. Desde então, nenhuma fuga por ali: as tentativas migraram para a porta, que continuava comum. A demonstração oficial reuniu o Secretário de Estado de Justiça, promotores de Justiça, o Presidente da Assembleia Legislativa e o Conselho da Comunidade.

“Realmente é um material que fica muito mais resistente do que o normal, pelo menos cinco vezes, conforme os dados técnicos.”

Marcus Rito (Secretário de Estado de Justiça de Rondônia, Conselheiro do CNPCP e Ex-Presidente do Consej)

“Colabora com a segurança da unidade e também permite um melhor arejamento das celas, que também é uma preocupação nossa com a dignidade dos presos.”

Dra. Laíla Cunha (Promotora de Justiça em Rondônia)
Origem

Nascida dentro do sistema.

Maio de 2018, Ariquemes (RO). Numa vistoria, policiais penais encontram duas grades serradas na janela de uma cela ocupada por presos de facção. O plano é descoberto e vira motim. Um dos policiais que ajudaram a contê-lo passa a ser jurado de morte. Dois dias depois, os mesmos presos serram de novo as grades e ganham as ruas. Foi esse policial penal que, a partir do que viveu, concebeu a técnica que hoje protege a cela-piloto.

Linha de frente

O primeiro a pagar é o policial penal.

É ele quem descobre a grade serrada de madrugada, quem contém o motim, quem vira refém e quem passa a ser jurado de morte. O próprio Plano Pena Justa reconhece a falta de segurança no trabalho dos servidores penais e pede espaços físicos adequados para eles.

A Federação Nacional dos Servidores Penais e Policiais Penais (Fenasppen) levou a solução ao debate do Plano Pena Justa e ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

Segurança para quem guarda. Dignidade para quem cumpre pena. Tranquilidade para quem vive do lado de fora.

Para que não se repita

27 mortos. Repercussão internacional: Tudo começou com a serragem de grades.

2002, Presídio Urso Branco, Porto Velho. A serragem de grades foi o elemento inicial da rebelião que terminou com 27 presos mortos e levou o Brasil à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

2025. Uma capital da Amazônia mergulha numa onda de violência. Um cabo da Polícia Militar é executado em uma emboscada. Seguem-se ônibus incendiados, mortes nas ruas e a chegada da Força Nacional. Entre os autores da execução estava um integrante de facção que, semanas antes, havia serrado a grade da cela e fugido do presídio. Fugiu para matar.

E não é caso isolado. As facções agem em rede, de um estado para outro.

Em 2023, a Polícia Federal encontrou dentro de um presídio parte de um plano nacional para matar um senador da República, um promotor de Justiça e policiais penais federais, com mandados cumpridos em cinco estados.

Em 2024, duas lideranças de uma facção de alcance nacional fogem da Penitenciária Federal de Mossoró. Dois dias depois, 13 presos, a maioria ligada à mesma facção, serram as grades e fogem do presídio onde a Polícia Federal havia encontrado o plano.

Em 2025, um fugitivo do Acre, integrante de facção, é preso no estado vizinho. Tinha vindo com a missão de executar policiais.

Agentes de segurança, autoridades e a população estão expostos. E muitas fugas de presos de alta periculosidade mal chegam ao noticiário. Todos esses casos aconteceram em uma única região do país. A mesma grade está nas celas de todo o Brasil. E agora o STF exige mudança.

Esses são apenas alguns casos.

Veja mais em Notícias
Aviso de conteúdo forte “Tudo começou com a serragem de grades”

O vídeo mostra a rebelião do Urso Branco e o alerta da Justiça para que ela nunca se repita. Contém cenas fortes.

O que a norma cobra

A norma já pede cela com luz, ar e segurança.

O Plano Pena Justa manda “qualificar a habitabilidade das prisões garantindo o acesso a água potável; iluminação e ventilação; esgoto; condições de higiene e limpeza; segurança e salubridade” (Eixo 2).

As Diretrizes Básicas para Arquitetura Penal (Resolução CNPCP nº 9/2011) obrigam toda cela a ter ventilação cruzada e aberturas mínimas para luz e ar. Com aço comum, cada abertura é uma rota de fuga.

A Lei 14.133/2021 obriga o gestor a comparar as alternativas existentes e justificar tecnicamente a escolha (art. 18, § 1º, V). Grade que se serra com lâmina de barbear não resiste a essa comparação.

Pelo Eixo 2 do Plano Pena Justa, determinado pelo STF, cada Estado deve executar seu Plano de Manutenção e Ajustes das unidades prisionais, garantindo iluminação, ventilação e segurança. A substituição das grades vulneráveis é parte desse plano.

Outras normas
  • Constituição Federal, arts. 37 e 70. A administração pública deve ser eficiente, e o gasto público é fiscalizado também pela economicidade.
  • Convenção Americana de Direitos Humanos, art. 5º. Toda pessoa presa deve ser tratada com o respeito devido à dignidade humana.
  • Regras de Nelson Mandela (ONU), regras 1, 13 e 14. A segurança dos presos, dos servidores e dos visitantes deve ser assegurada em todos os momentos, e as celas devem atender às exigências de saúde quanto a volume de ar, iluminação e ventilação.
  • Lei de Execução Penal, art. 88, parágrafo único, "a". É requisito básico da cela a "salubridade do ambiente pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequado à existência humana".
  • Lei de Execução Penal, art. 64, VI. Atribui ao CNPCP estabelecer as regras de arquitetura e construção dos estabelecimentos penais. O CNPCP, por sua vez, editou a Resolução nº 9/2011.
  • Resolução CNPCP nº 9/2011 (Diretrizes Básicas para Arquitetura Penal): "deverão ser adotadas estratégias para aproveitamento de ventilação e de iluminação naturais"; "os ambientes deverão possuir ventilação cruzada"; e "as aberturas dos compartimentos deverão obedecer ao mínimo estabelecido pela NBR 15220/2003, dependendo da zona bioclimática" (Anexo IV, item 3.10).
  • Lei 14.133/2021, art. 18, § 1º, V. O estudo técnico preliminar "deverá evidenciar o problema a ser resolvido e a sua melhor solução", com "análise das alternativas possíveis, e justificativa técnica e econômica da escolha do tipo de solução a contratar".
  • Lei 14.133/2021, art. 11, I. A contratação deve buscar o resultado mais vantajoso, inclusive no ciclo de vida do objeto.
  • Lei 13.756/2018 (Fundo Nacional de Segurança Pública), art. 5º, XIII, incluído pela Lei 15.358/2026. Destina recursos à "construção, ampliação, modernização e aparelhamento de estabelecimentos penais", com prioridade para "unidades ou módulos de segurança máxima ou de regime disciplinar diferenciado" e "soluções construtivas de menor custo de manutenção e maior eficiência operacional e energética".
  • STF, Tema 362. O Estado responde por crime cometido por foragido quando há nexo causal direto com a fuga.
  • Agenda 2030 da ONU, ODS 3 e 16. Contribui com a meta 3.3, de combater doenças transmissíveis como a tuberculose, frequente em celas sem ventilação, e com a meta 16.1, de reduzir todas as formas de violência e as mortes a ela relacionadas.
Como viabilizar

Há caminho para o recurso.

Desde 2026, o Fundo Nacional de Segurança Pública financia a construção, a modernização e o aparelhamento de estabelecimentos penais, e a lei dá prioridade ao que a grade reforçada entrega:

  • Unidades para lideranças de facção e de segurança máxima. São as celas que mais precisam resistir à serragem.
  • Menor custo de manutenção. Menos grades serradas para repor e menos reparos emergenciais.
  • Maior eficiência operacional. Menos escoltas e recapturas, e celas seguras com ventilação e luz natural.

Somam-se o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), emendas parlamentares, convênios com a Secretaria Nacional de Políticas Penais e o Plano Estadual de Manutenção e Ajustes do Pena Justa.

A Celafort fornece a documentação técnica para instruir o processo, com laudos, memorial descritivo e especificações.

Quem está por trás

Experiência de quem esteve dentro da crise.

Especialista em gestão penitenciária com atuação direta na retomada do controle do Presídio Urso Branco, no período em que o Estado brasileiro era monitorado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (OEA). Desenvolveu a tese que, despachada com o então Ministro da Justiça ao lado do Governador do Estado, levou uma penitenciária federal a entrar em funcionamento, pela primeira vez no país, em cooperação com um Estado, recebendo como primeiros presos lideranças de facção do Urso Branco. Concluiu, em nível Praticante, o programa Melhoria na Gestão Penitenciária para a Incorporação dos Direitos Humanos, do International Centre for Prison Studies do King’s College London, em parceria com a Embaixada Britânica e o British Council.

Engenharia própria, responsável pelo projeto e pela fabricação.

Técnica concebida por um policial penal, a partir de uma fuga real.

Currículos disponíveis a órgãos públicos, mediante solicitação.

Três marcos
2018

Perícia oficial, requisitada pelo Ministério Público, conclui que a técnica eleva significativamente a dureza da grade.

2020

Cela-piloto instalada em demonstração oficial com autoridades do Executivo, do Ministério Público e do Legislativo.

2023

Apresentada na reunião do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), em Curitiba, levada pelo então presidente do colegiado.

Vai seguir construindo presídio com grade que se serra?

Existe alternativa testada, periciada e em operação desde 2020. Preso no lugar que a Justiça determinou, segurança para a sociedade e tranquilidade para quem responde pelo sistema.

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